Um homem sem pensamento é um homem sem ideias...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Quer formação? Capacita SUAS tem!


II Congresso de Serviço Social do Agreste

Aconteceu nos dias 31/10 e 01/11 o II Congresso de Serviço Social do Agreste. O idealizador deste blog Helison Ferreira participou ministrando um minicurso Suicídio: Interfaces, preconceito e prevenção.
Foi discutido a importância de falar sobre a temática em todos os serviços públicos.





















domingo, 29 de outubro de 2017

O Estudo Social

A análise realizada pelo Assistente Social de
cada situação especifica configurada nas
relações pessoais, e dessas com as
instituições, é chamada de estudo social. O
Estudo social consiste em coletar dados, a
partir de um instrumental especifico e definido
pelo Assistente Social para cada caso
particular, e interpretar esses dados a partir de
um referencial teórico, elaborando-se uma
opinião profissional sobre a situação. Essa 
situação é geralmente identificada como
"problemática ou conflituosa", quer pelos que a
vivenciam, quer por outros profissionais que a
atendam. O estudo irá permitir um
conhecimento objetivo da situação dentro de
uma visão de globalidade, visto ser a
interpretação da situação". 
(PROENÇA apud ARAÚJO; BRUNO; KRUGER,1994, p. 21). 

PROENÇA, ADRIANA LIMA. ESTUDO E PARECER SOCIAL COMO INSTRUMENTOS TÉCNICO OPERATIVOS DO PROCESSO DE TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL. Disponível em:<http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial289230.PDF> Acesso em: 29/10/2017.

sábado, 28 de outubro de 2017

Análise do I Encontro e projeções para o II Encontro

A equipe do Encontro de Serviço Social se reuniu hoje 20/10 para discutir e refletir sobre a realização o I Encontro. Foi dialogado na oportunidade, sobre os pontos positivos e negativos, bem como, as sugestões. Tudo foi visto com muita seriedade para que o II Encontro tenha um brilhantismo ainda maior em 2018. — com Helison Ferreira, Mariza Branquinho e Wanessa Galdino.





I Encontro de Serviço Social de Caruaru

Foi realizado no dia 23 de setembro o I Encontro de Serviço Social de Caruaru. O evento foi um sucesso. Abaixo seguem algumas fotos:






















sábado, 15 de março de 2014

Volta aos encontros

Após o período do carnaval, as atividades da Especialização em Gestão Pública voltam contudo, com as aulas presenciais dos componentes POLÍTICAS PÚBLICAS E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO GOVERNAMENTAL. Bons estudos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Indefinições.


Pessoas, gente, ser humano. Como é indecifrável estes nomes. O sentir, tocar, falar com o outro sem se querer nada além da verdade, além da sinceridade. é incômodo a falsidade que emana pelas beiras da nossa sociedade, e o que mais me preocupa é a normalidade em que tudo vai aceitando. Lá fora, o mundo é pequeno e cruel, um mundo que engole você apenas se você perde o trem na estação. Não perca tempo achando que os outros estão achando que você, ou está bem OU está mal. Lute, corra, vá atrás daquilo que você sempre acreditou que iria conseguir. HOJE, SIMPLESMENTE VIVO OS MEUS DIAS, NÃO ME PREOCUPO COM O QUE OS OUTROS ACHAM OU DEIXAM DE ACHAR. SEJA VOCÊ!

Helison Ferreira

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sinceridade


Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.

Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Falhas

Não acredite nas falhas, elas acontecem, mas não podem permanecer...

Helison Ferreira

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

“Banalização Política”.


Há mais ou menos uns 50 anos estávamos nos entremeios da ditadura militar no Brasil. Com isso, os políticos se resguardavam para não serem atacados já que as lideranças estavam presentes em todos os lugares e este por sua vez, eram vistos pela sociedade por várias óticas que não cabe a nós detalhar quais. Mas, poderemos analisar pela ótica contemporânea em que política se torna banalizada.
Se formos avaliar a situação do Brasil, percebe-se que cada vez mais pessoas “comuns” estão se envolvendo com a política, já que esta propicia vantagens que um cidadão comum trabalhador não terá. Será que a política torna-se um cargo qualquer, onde não se restringe apenas as pessoas de boas influências ou está aberta para todos os cidadãos brasileiros. O direito ao voto e de ser votado tornou-se obrigatório no Brasil, porém, o que nos deixa preocupado é a questão da criticidade perante os regimentos internos seja na Assembléia Legislativa ou em uma Câmara de Vereadores.
Se formos realizar um levantamento dos políticos escolhidos na última eleição, perceberemos que temos palhaço, gari, segurança, Zé da carne, Maria do juá. Com estes pequenos exemplos ficam a pergunta. ONDE IREMOS PARAR?
Não podemos fechar os olhos para algo tão importante e que muitos brasileiros não dão valor e/ou não entende sobre política. Para entender melhor, é preciso adentrarmos à Constituição Federal de 1988. Nós trabalhamos cinco meses só para pagar impostos como apontam pesquisas e onde está a população para cobrar os direitos a nós permitidos perante a Lei.
Não podemos deixar que a Lei seja apenas mais uma e que fique apenas no papel. Vamos nos permitir cobrar nossos direitos de cidadãos. Não vamos olhar esta instituição poderosa chamada política como um carma, mas devemos olhar como obrigação e fazer parte de sua dinâmica.
Se formos a uma reunião sobre gastos públicos em que está aberta para sociedade civil, o que se percebe é a falta dela, a sociedade não está interessada no que estão gastando, sabendo-se que o dinheiro em que estão gastando é o nosso imposto. É preciso mobilizar, articular, impulsionar fazer de tudo para ver se um dia a política seja vista como prioridade.
As eleições estão chegando e como sempre as pessoas sem informação acreditam nos discursos realizados nas propagandas eleitorais, que servem como argumentos necessários para diferenciar um bom político de um ruim. Se é que existe um político ruim, acredito que existem cobranças ruins, pois se houvesse uma cobrança verdadeira e a população ficasse em cima com certeza ele não teria tempo para desvio, mas infelizmente a população meiga não entende que discurso político é quase sempre o mesmo e que é preciso ter o mínimo de discernimento para não cair nas belas palavras que assessores produzem
Portanto, vamos à luta, vamos buscar aquilo que conseguiram para todos nós cidadãos, os direitos regidos na Constituição Federal de 1988. Leiam se informe, informe àqueles que não sabem, vamos construir um Brasil melhor, para que no futuro não extirpe a eleição e não façam apologia a indicação de governos seja no âmbito local, estadual e/ou federal.

Helison Ferreira

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ano Novo Medos Novos



LED Text Scroller

Chega o ano novo e junto chega boas notícias e coisas ruins que nos prega o medo. Hoje a nossa polícia não está mais conseguindo extirpar as violências que cada vez mais se infiltra nos lares familiares. Devemos lutar, nos unir e tentar derrubar esta díade de que fica de um lado a vontade do bem e do outro o mal.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Programa Vida Nova...

Diante de muitos desafios o Programa Vida Nova resolveu aparecer e fazer jus ao nome. Depois de oito meses esperando o salário ser liberado, os funcionários contratados pelo programa já não aguentava mais. Esperamos que não voltem fazer uma coisa dessa com quem não merece.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Protesto

Sou José Mendonça, sou morador de Caruaru e dois filhos de duas amigas minha está cada um em uma ONG e pelo o que elas me contam fico horrorizado. Venho através deste pedir urgentemente que vocês façam um apelo pelas entidades não governamentais que trabalham com crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Pois existe um Projeto chamado Vida Nova (que vida nova não tem nada) realizado pelo Governo do Estado de PE  que, está em falta com todas as ONG’s que atendem por este projeto. Foi renovado o contrato desde  o ano passado e no entanto, o repasse da verba para que seja comprado alimento, material de higiene pessoal, pagamento de funcionários que estão a este tempo todo sem receber e trabalham mesmo assim, em prol das crianças e adolescentes. Eles falaram que iriam repassar a verba no início  agosto, porém, o que dizem agora é que irão passar este mês, mas não pode se comprometer com data. Então quer dizer que os funcionários devem se comprometer em trabalhar sem receber por tanto tempo, e ainda ameaçam, dizendo que as entidades que não continuarem com o projeto deverão receber o repasse ainda mais tarde. A situação está insustentável. 


Agredecimentos sinceros.

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma A Primeira Presidente do Brasil


Dilma Vana Rousseff(Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministra-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, foi candidata à Presidência da República, nas eleições de 2010, cujo resultado de 31 de outubro lhe garantiu o posto de primeira mulher presidente da história do Brasil. Nascida em família de classe média alta e educada de modo tradicional, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Oban (onde passou por sessões de tortura) e depois no DOPS.Dilma é filha do advogado e empreendedor búlgaro naturalizado brasileiro Pedro Rousseff (em búlgaro Петър Русев, Pétar Russév) e da dona-de-casa Dilma Jane Silva. Seu pai, parente distante do escritor Ran Bosilek, manteve estreita amizade com a poetisa búlgara Elisaveta Bagriana, foi filiado ao Partido Comunista da Bulgária e frequentava os círculos literários nos anos 1920.Chegou ao Brasil no fim da década de 1930, já viúvo (tendo deixado um filho em sua terra natal, Luben, morto em 2007), mas se mudou para Buenos Aires e anos depois retornou ao Brasil, fixando-se em São Paulo, onde prosperou. Em uma viagem a Uberaba conheceu Dilma Jane Silva, moça fluminense de Nova Friburgo, professora de vinte anos, criada no interior de Minas Gerais, onde seus pais eram pecuaristas. Casaram-se e fixaram residência em Belo Horizonte, onde tiveram três filhos: Igor, Dilma Vana e Zana Lúcia (morta em 1976).


"Há uma perda intrínseca para o país quando essa experiência de uma juventude que se jogou na luta democrática, se jogou no combate para construir um país melhor (…) [é] perdida por morte."

— Dilma Rousseff, em 2008, durante homenagem a onze ex-alunos da UFMG mortos em decorrência do combate ao regime militar.

Sua candidatura foi oficializada em 13 de junho de 2010, em convenção nacional do Partido dos Trabalhadores realizada em Brasília-DF. Foi também referendado o nome do atual presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) como seu vice. Participaram da mesa, entre outros, o ex-ministro José Dirceu, o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), e o secretário-geral da legenda, José Eduardo Cardozo.


Helison Cleiton

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como que sem querer

As coisas acontecem em nossas vidas e sem que percebemos estamos envolvidos e/ou incluídos de tal forma que não adianta mais sair de onde nunca deveria ter saído. Isto é a humanidade, frágil e cheia de vontade, de desejos que ficam na maioria esquecido, até quando não sei, só sei que permito-me viver. Viver intensamente é ter certeza de que a vida não pára quando achamos que estamos morrendo e sim quando achamos que não possuímos algo de novo para apresentar para nós mesmos, por isso, ouse ser feliz e achar graça das coisas que errou, querendo acertar. Todo ser humano deve e tem uma nova chance para ser feliz. No imaginário social devemos servir a moda, a alegria, a vontade e enfrentamento dos outros, mas não é bem assim, devemos sim ajudar os outros a acreditarem em si mesmos, não adianta eu dar o necessário se o principal não tiver.
O bom é seguir em frente achando sempre que tudo vai dar certo, pois só assim poderemos sermos felizes verdadeiramente.

domingo, 27 de junho de 2010

VEJAMOS ISSO

Geralmente, quando enarnamos, sentimos vaidoso prazer em atrais o maior número de pessoas para o nosso modo de crer. Somos invariavelmente bons pregadores e eminentemente sutis na criação de raciocínios que esmaguem os pontos de vita de quantos nos não possam compreender o imediatismo da luta.
No primeiro pequeno triunfo obtido, tornamo-nos operosos na consulta aos livros santos, não para adquirir mais vasta iluminação e, sim, om o objetivo de pesquisar as letras humanas das divinas escrituras, buscando acentuar as afirmativas vulneráveis de nossosopositores.
Se católicos romanos, insistimos pela observância de nossos amigos à frequência da missa e dos sacramentos materializados; se adeptos das igrejas reformadas, exigimos o comparecimento geral a culto externo; e, se espiritistas, buscamos multiplicar as sessões de intercâmbio com o plano invisível.
Semelhante esforço não deixa de ser louvável em algumas de uas características, todavia, é imperioso recordar que o aprendiz do Evangelho, quando procura sinceramente compreender o Cristo, sente-se visceralmente renovado na conduta íntima.
Quando Jesus penetra o coração de um homem, converte-o em testemunho vivo do bem e manda-o a evangelizar os seus irmãos com a própria vida e, quando um homem alcança Jesus, não se detém, pura e simplesmente, na estação das palavras brilhantes, mas vive de acordo com o Mestre, exemplificando o trabalho e o amor que iluminam a vida a fim de que a glória da cruz se não faça vã.

domingo, 8 de novembro de 2009

Revolução Puritana


INTRODUÇÃO

Durante a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa ocidental, a burguesia emergente aliou-se aos reis, que através da centralização do poder político, estavam consolidando um novo regime de governo: o absolutismo. Nasciam assim, em detrimento da velha nobreza feudal e da Igreja Católica, as monarquias nacionais, com características totalmente contrárias ao localismo político que marcou a estrutura do poder feudal ao longo da idade média.
A centralização dos poderes nas mãos do rei viabilizará o surgimento de moedas e leis nacionais, além da padronização da própria defesa militar, antes fragmentada com as cavalarias e agora representada por exércitos nacionais. Essas condições trarão a estabilidade e retaguarda necessárias para o sucesso dos empreendimentos burgueses, viabilizados principalmente pelo comércio monetário, atividade que desde a reabertura do Mediterrâneo pelas cruzadas na baixa idade média, será responsável por grande parte da acumulação de capital no contexto do mercantilismo.


A rainha Elizabeth I representou o apogeu do Absolutismo



Esta aproximação entre rei e burguesia nunca foi uma aliança de princípios, e sim de conveniência, já que entre os séculos XV e XVI rei e burguesia representavam o novo (capitalismo nascente), em oposição ao velho (feudalismo decadente), caracterizado por elementos do clero e da nobreza. Liquidada a ordem feudal, apesar de vestígios que ainda vão permanecer nos séculos subsequentes, a burguesia enriquecida pelo comércio monetário, tinha agora na figura do rei bem menos um aliado e bem mais um obstáculo a ser eliminado. O intervencionismo do Estado tornava-se cada vez menos protecionista e cada vez mais limitador de um maior acúmulo de capital. Uma barreira para o progresso capitalista que precisava ser removida. A burguesia, então, passou a lutar pelo exercício do poder político como pré-condição para o próprio desenvolvimento do capitalismo.
Foi nesse contexto, acrescido de ingredientes religiosos, que ocorreu a Revolução Puritana na Inglaterra em meados do século XVII, complementada após quatro décadas pela Revolução Gloriosa que transformou a Inglaterra num Estado liberal-burguês adotando um regime monárquico-parlamentar que se mantém até os dias de hoje.


A DINASTIA STUART E O INÍCIO DA REVOLUÇÃO

A evolução do absolutismo na Inglaterra ocorreu durante os reinados das dinastias Tudor e Stuart. A primeira representou a consolidação e o apogeu, respectivamente nos governos de Henrique VIII e sua filha Elisabeth I, que ao morrer sem deixar herdeiros, promoveu o início da dinastia Stuart, responsável pela crise desse regime político.


Jaime I



Desde seu primeiro monarca, Jaime I, já era clara a oposição da burguesia, representada principalmente pela corrente religiosa dos puritanos (calvinistas). Seguindo a mesma tendência absolutista que norteou o governo de seu pai, Carlos I dissolveu o Parlamento em 1629 e passou a governar sozinho. Dois anos depois, foi obrigado a aceitar a "Petição de Direitos", que reconhecia a "Magna Carta" e limitava o poder real. Após essas limitações, o Parlamento foi controlado pelos ministros do rei. Enquanto o conde de Strafford restabeleceu antigos direitos feudais e impôs o "ship-money" - taxa alfandegária, agora estendida às cidades do interior -, a Câmara Baixa do Parlamento, ou seja, a Câmara dos Comuns, dominada pela burguesia calvinista foi violentamente perseguida por Laud, ministro e Arcebispo da Cantuária.


Carlos I



Neste momento, os Stuart governavam simultaneamente a Inglaterra, Escócia e Irlanda. Tentando impor o anglicanismo, encontraram forte resistência, quando em 1640 a Escócia presbiteriana invadiu a Inglaterra.. Diante desse quadro, o rei convocou o Parlamento, que entre 1640 e 1653 ficou conhecido como "Longo Parlamento". Por pressão dos deputados calvinistas, os ministros Strafford e Laud foram condenados a morte por decapitação e o rei foi obrigado a abolir o "ship-money". Os deputados ainda decidiram que o rei não poderia elevar impostos sem a aprovação do Parlamento, que passava a ser convocado no mínimo a cada três anos.

A GUERRA CIVIL

Em 1641, a Irlanda católica inicia uma revolta separatista, frente a supremacia protestante dos ingleses. Na Inglaterra, se por um lado rei e Parlamento apoiavam a formação de um grande exército para combater os católicos irlandeses, existiam divergências se o comando do exército ficaria com o rei ou com as lideranças puritanas do Parlamento. Iniciava-se assim, uma guerra civil onde os cavaleiros católicos e anglicanos se aliaram ao rei contra a maioria do Parlamento, que recebeu forte apoio de milícias londrinas.
Essa guerra civil que se estendeu até 1645 correspondeu à primeira etapa da Revolução Puritana. Os partidários do monarca eram representados principalmente pela nobreza feudal atrasada e pelo clero anglicano. Já o Parlamento recebia o apoio de dois grupos políticos: o "partido dos presbiterianos" (calvinistas), formado por mercadores ricos, banqueiros e latifundiários da nova nobreza, e os "independentes", cujo contingente principal era a média burguesia e a nova nobreza média e pequena, com apoio de pequenos mercadores, artesãos e camponeses enriquecidos. Visando abafar a onda revolucionária que poderia adquirir um caráter mais popular e fugir ao controle da nova nobreza, o "partido dos presbiterianos" conseguiu estabelecer um acordo secreto com o rei, e fazer com que o parlamento aprovasse medidas de interesse da alta burguesia e da nova nobreza.


OLIVER CROMWELL E A SEGUNDA GUERRA CIVIL

O descontentamento da população diante da conivência política do Parlamento em relação ao rei, fortalece o "partido dos independentes", de onde surgiu a principal liderança da revolução inglesa: Oliver Cromwell.
Nascido de família aristocrática em 1599, Cromwell foi eleito para integrar o Parlamento em 1640. Destacou-se na organização do exército, sendo que suas tropas, formadas por camponeses e artesãos, eram submetidas a uma rígida disciplina revolucionária. Em julho de 1645 Cromwell derrotou o exército do rei, que depois de fugir para Escócia foi entregue pelos próprios escoceses para Inglaterra em troca de 4000 mil libras esterlinas.


Oliver Cromwell



Para o partido dos presbiterianos a revolução estava concluída, já que o poder estava nas mãos do Parlamento, restando apenas um acordo com o rei. Já para as camadas populares, a revolução deveria avançar bem mais no plano social. Surgia assim um novo partido, o dos "niveladores", composto principalmente pela massa de camponeses e artesãos que reivindicavam sufrágio universal e a devolução das terras "cercadas" aos camponeses. Os soldados de Cromwell passam a apoiar os niveladores e o exército, convertido em foco de propaganda revolucionária, foi dissolvido pelo Parlamento sob o pretexto de que a guerra havia terminado. Essa medida oportunista do Parlamento, provocou uma forte reação no exército, que depois disso, tomou a cidade de Londres, assumindo de fato o poder.
As divergências entre oficiais independentes e niveladores, fortaleceram o poder contra-revolucionário. Os presbiterianos aliaram-se aos realistas e os escoceses voltaram a cruzar a fronteira da Inglaterra, mas desta vez a favor do rei. O exército deixou suas divergências e uniu-se através da liderança de Oliver Cromwell que derrotou os escoceses e esmagou as forças realistas encarcerando o rei Carlos I. As massas populares indignadas pressionaram o Parlamento para o julgamento imediato do rei, que foi condenado por um tribunal instituído pela Câmara dos Comuns. No dia 30 de janeiro de 1649 o rei foi decapitado sendo proclamada uma República na Inglaterra governada pelo Parlamento e ministros por ele indicados.

CROMMONWEALTH: A REPÚBLICA DOS PURITANOS

Em 1651 Cromwell consolida a unificação da Inglaterra, Irlanda e Escócia numa única República, declarando-se Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Apesar da unidade política, a concentração de renda e de terras agravava cada vez mais as condições sociais dos pobres do campo e da cidade, que já não se satisfaziam com o programa dos niveladores. Ocorre uma cisão nesse grupo, surgindo os "verdadeiros niveladores", mais conhecidos como "escavadores" (diggers), que tiveram suas idéias elaboradas por Whenstanley, com base na crítica a propriedade privada e na desigualdade dela decorrente. O "comunismo" de Whenstanley era tão utópico como o de Thomas Morus. O ideal de uma divisão reguladora da terra estava inadequado às condições históricas da época, além de ter pouco em comum com os fundamentos concretos do socialismo científico.
Ainda em 1651 Cromwell publicou o "Ato de Navegação" (lei sobre a navegação marítima) que permitia a importação pela Inglaterra somente de mercadorias estrangeiras transportadas em embarcações inglesas ou de países que produziam as mercadorias importadas. O Ato de Navegação provocou uma forte reação dos holandeses que obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Os dois países mergulharam numa guerra que durou dois anos, terminando em 1654 com a vitória da Inglaterra, marcando o início efetivo de sua hegemonia marítima.
Em 1653, esmagando impiedosamente o movimento dos niveladores, Cromwell introduziu uma eficiente censura e dividiu país em distritos militares comandados por generais com plenos poderes de polícia. Estava implantada uma ditadura militar que se estendeu até sua morte em 1658.


A Revolução Puritana

INTRODUÇÃO

Durante a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa ocidental, a burguesia emergente aliou-se aos reis, que através da centralização do poder político, estavam consolidando um novo regime de governo: o absolutismo. Nasciam assim, em detrimento da velha nobreza feudal e da Igreja Católica, as monarquias nacionais, com características totalmente contrárias ao localismo político que marcou a estrutura do poder feudal ao longo da idade média.
A centralização dos poderes nas mãos do rei viabilizará o surgimento de moedas e leis nacionais, além da padronização da própria defesa militar, antes fragmentada com as cavalarias e agora representada por exércitos nacionais. Essas condições trarão a estabilidade e retaguarda necessárias para o sucesso dos empreendimentos burgueses, viabilizados principalmente pelo comércio monetário, atividade que desde a reabertura do Mediterrâneo pelas cruzadas na baixa idade média, será responsável por grande parte da acumulação de capital no contexto do mercantilismo.


A rainha Elizabeth I representou o apogeu do Absolutismo



Esta aproximação entre rei e burguesia nunca foi uma aliança de princípios, e sim de conveniência, já que entre os séculos XV e XVI rei e burguesia representavam o novo (capitalismo nascente), em oposição ao velho (feudalismo decadente), caracterizado por elementos do clero e da nobreza. Liquidada a ordem feudal, apesar de vestígios que ainda vão permanecer nos séculos subsequentes, a burguesia enriquecida pelo comércio monetário, tinha agora na figura do rei bem menos um aliado e bem mais um obstáculo a ser eliminado. O intervencionismo do Estado tornava-se cada vez menos protecionista e cada vez mais limitador de um maior acúmulo de capital. Uma barreira para o progresso capitalista que precisava ser removida. A burguesia, então, passou a lutar pelo exercício do poder político como pré-condição para o próprio desenvolvimento do capitalismo.
Foi nesse contexto, acrescido de ingredientes religiosos, que ocorreu a Revolução Puritana na Inglaterra em meados do século XVII, complementada após quatro décadas pela Revolução Gloriosa que transformou a Inglaterra num Estado liberal-burguês adotando um regime monárquico-parlamentar que se mantém até os dias de hoje.


A DINASTIA STUART E O INÍCIO DA REVOLUÇÃO

A evolução do absolutismo na Inglaterra ocorreu durante os reinados das dinastias Tudor e Stuart. A primeira representou a consolidação e o apogeu, respectivamente nos governos de Henrique VIII e sua filha Elisabeth I, que ao morrer sem deixar herdeiros, promoveu o início da dinastia Stuart, responsável pela crise desse regime político.


Jaime I



Desde seu primeiro monarca, Jaime I, já era clara a oposição da burguesia, representada principalmente pela corrente religiosa dos puritanos (calvinistas). Seguindo a mesma tendência absolutista que norteou o governo de seu pai, Carlos I dissolveu o Parlamento em 1629 e passou a governar sozinho. Dois anos depois, foi obrigado a aceitar a "Petição de Direitos", que reconhecia a "Magna Carta" e limitava o poder real. Após essas limitações, o Parlamento foi controlado pelos ministros do rei. Enquanto o conde de Strafford restabeleceu antigos direitos feudais e impôs o "ship-money" - taxa alfandegária, agora estendida às cidades do interior -, a Câmara Baixa do Parlamento, ou seja, a Câmara dos Comuns, dominada pela burguesia calvinista foi violentamente perseguida por Laud, ministro e Arcebispo da Cantuária.


Carlos I



Neste momento, os Stuart governavam simultaneamente a Inglaterra, Escócia e Irlanda. Tentando impor o anglicanismo, encontraram forte resistência, quando em 1640 a Escócia presbiteriana invadiu a Inglaterra.. Diante desse quadro, o rei convocou o Parlamento, que entre 1640 e 1653 ficou conhecido como "Longo Parlamento". Por pressão dos deputados calvinistas, os ministros Strafford e Laud foram condenados a morte por decapitação e o rei foi obrigado a abolir o "ship-money". Os deputados ainda decidiram que o rei não poderia elevar impostos sem a aprovação do Parlamento, que passava a ser convocado no mínimo a cada três anos.

A GUERRA CIVIL

Em 1641, a Irlanda católica inicia uma revolta separatista, frente a supremacia protestante dos ingleses. Na Inglaterra, se por um lado rei e Parlamento apoiavam a formação de um grande exército para combater os católicos irlandeses, existiam divergências se o comando do exército ficaria com o rei ou com as lideranças puritanas do Parlamento. Iniciava-se assim, uma guerra civil onde os cavaleiros católicos e anglicanos se aliaram ao rei contra a maioria do Parlamento, que recebeu forte apoio de milícias londrinas.
Essa guerra civil que se estendeu até 1645 correspondeu à primeira etapa da Revolução Puritana. Os partidários do monarca eram representados principalmente pela nobreza feudal atrasada e pelo clero anglicano. Já o Parlamento recebia o apoio de dois grupos políticos: o "partido dos presbiterianos" (calvinistas), formado por mercadores ricos, banqueiros e latifundiários da nova nobreza, e os "independentes", cujo contingente principal era a média burguesia e a nova nobreza média e pequena, com apoio de pequenos mercadores, artesãos e camponeses enriquecidos. Visando abafar a onda revolucionária que poderia adquirir um caráter mais popular e fugir ao controle da nova nobreza, o "partido dos presbiterianos" conseguiu estabelecer um acordo secreto com o rei, e fazer com que o parlamento aprovasse medidas de interesse da alta burguesia e da nova nobreza.


OLIVER CROMWELL E A SEGUNDA GUERRA CIVIL

O descontentamento da população diante da conivência política do Parlamento em relação ao rei, fortalece o "partido dos independentes", de onde surgiu a principal liderança da revolução inglesa: Oliver Cromwell.
Nascido de família aristocrática em 1599, Cromwell foi eleito para integrar o Parlamento em 1640. Destacou-se na organização do exército, sendo que suas tropas, formadas por camponeses e artesãos, eram submetidas a uma rígida disciplina revolucionária. Em julho de 1645 Cromwell derrotou o exército do rei, que depois de fugir para Escócia foi entregue pelos próprios escoceses para Inglaterra em troca de 4000 mil libras esterlinas.


Oliver Cromwell



Para o partido dos presbiterianos a revolução estava concluída, já que o poder estava nas mãos do Parlamento, restando apenas um acordo com o rei. Já para as camadas populares, a revolução deveria avançar bem mais no plano social. Surgia assim um novo partido, o dos "niveladores", composto principalmente pela massa de camponeses e artesãos que reivindicavam sufrágio universal e a devolução das terras "cercadas" aos camponeses. Os soldados de Cromwell passam a apoiar os niveladores e o exército, convertido em foco de propaganda revolucionária, foi dissolvido pelo Parlamento sob o pretexto de que a guerra havia terminado. Essa medida oportunista do Parlamento, provocou uma forte reação no exército, que depois disso, tomou a cidade de Londres, assumindo de fato o poder.
As divergências entre oficiais independentes e niveladores, fortaleceram o poder contra-revolucionário. Os presbiterianos aliaram-se aos realistas e os escoceses voltaram a cruzar a fronteira da Inglaterra, mas desta vez a favor do rei. O exército deixou suas divergências e uniu-se através da liderança de Oliver Cromwell que derrotou os escoceses e esmagou as forças realistas encarcerando o rei Carlos I. As massas populares indignadas pressionaram o Parlamento para o julgamento imediato do rei, que foi condenado por um tribunal instituído pela Câmara dos Comuns. No dia 30 de janeiro de 1649 o rei foi decapitado sendo proclamada uma República na Inglaterra governada pelo Parlamento e ministros por ele indicados.

CROMMONWEALTH: A REPÚBLICA DOS PURITANOS

Em 1651 Cromwell consolida a unificação da Inglaterra, Irlanda e Escócia numa única República, declarando-se Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Apesar da unidade política, a concentração de renda e de terras agravava cada vez mais as condições sociais dos pobres do campo e da cidade, que já não se satisfaziam com o programa dos niveladores. Ocorre uma cisão nesse grupo, surgindo os "verdadeiros niveladores", mais conhecidos como "escavadores" (diggers), que tiveram suas idéias elaboradas por Whenstanley, com base na crítica a propriedade privada e na desigualdade dela decorrente. O "comunismo" de Whenstanley era tão utópico como o de Thomas Morus. O ideal de uma divisão reguladora da terra estava inadequado às condições históricas da época, além de ter pouco em comum com os fundamentos concretos do socialismo científico.
Ainda em 1651 Cromwell publicou o "Ato de Navegação" (lei sobre a navegação marítima) que permitia a importação pela Inglaterra somente de mercadorias estrangeiras transportadas em embarcações inglesas ou de países que produziam as mercadorias importadas. O Ato de Navegação provocou uma forte reação dos holandeses que obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Os dois países mergulharam numa guerra que durou dois anos, terminando em 1654 com a vitória da Inglaterra, marcando o início efetivo de sua hegemonia marítima.
Em 1653, esmagando impiedosamente o movimento dos niveladores, Cromwell introduziu uma eficiente censura e dividiu país em distritos militares comandados por generais com plenos poderes de polícia. Estava implantada uma ditadura militar que se estendeu até sua morte em 1658.

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